terça-feira, 11 de setembro de 2012

Coisa louca essa de conhecer gente pela internet, meus avós diriam.

'' Me identifiquei com quase tudo. Não sei se isso é verdade, mas se for, preciso ver de perto.''

E naquele dia eu te vi a gente se cumprimentou com um beijo no rosto e um abraço – sem, nem sequer imaginar, que aquele seria o primeiro de tantos. A gente atravessava a rua e eu reparava em todos os detalhes seus, sem sequer imaginar, que aqueles detalhes seriam no futuro, os detalhes mais lindos dentro dos meus olhos.E a gente falou sobre a vida. Falamos muito, como falamos hoje, com a diferença que naquele momento ainda éramos estranhos. A afinidade, aquela coisa invisível e difícil de explicar, tomava forma. Reparava nas suas mãos grandes, nas suas ideias grandes. Queria ficar perto, sem aquela mesa nos atrapalhando. Sempre achava um jeito de tocar em você, de te sentir materializado. O fato é que, as horas se passaram e o buteco de esquina, que seria somente um local de espera, se tornou o cenário principal desse encontro. Caio já dizia que num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra. Eu, de alguma forma difícil de explicar, te reconheci. No primeiro segundo, do primeiro minuto. Você sugeriu que levantássemos e que fossemos para o destino inicial. Eu achei estranho, porque já era fim de noite e o papo estava tão aconchegante ali naquele buteco em uma esquina qualquer. Só depois entendi suas
más-intenções. Você também tinha percebido que a mesa nos deixava distantes demais.

E a gente se levantou. E nossas mãos, pela primeira vez, se agarraram uma a outra. Mal sabiam elas, que aquele toque seria familiar por muito tempo. Enquanto eu falava mais uma besteira, daquelas de fim de noite, você me puxa e eu, como um estilingue, vou parar no meio dos seus braços e a gente se beija, aquele primeiro beijo de tantos que – felizmente – viriam na sequência. Acho que, de alguma forma, o cosmos comemorava – Isso, garota, você fez tudo certinho. E, de repente, mais ninguém parecia caminhar pela rua, enquanto eu tinha certeza que meu coração, a partir daquele dia, estava ocupado. Você me olha nos olhos, afasta meu cabelo do rosto e solta um: Não consegui resistir. E eu, dando início àquele que seria nosso segundo beijo, só conseguia pensar: Resistir, para quê?


Beijão doce!
Andressa (:

 Trechos do texto foram retirados da internet,pois me identifiquei. 

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